O perfil do cliente mantém-se maioritariamente nacional e proprietário de habitação própria (83,3%). Investidores para arrendamento, assim como, empresas e comércio representam, ambos, 27,8% dos clientes analisados, enquanto famílias jovens correspondem a 22,2% e clientes com mais de 50 anos a 11,1%.
As remodelações gerais mantêm-se como o principal tipo de obra executada, acompanhadas pela renovação de cozinhas e pela crescente tendência de junção de sala com cozinha em formato open space. As intervenções em espaços exteriores, como pátios e jardins, também registaram procura relevante.
Contrariando a perceção de que as obras são motivadas sobretudo por retorno financeiro, o conforto surge como principal razão para se avançar com intervenções (27,8%). O investimento surge em segundo plano (22,2%), seguido da valorização do imóvel e adaptação às necessidades familiares (ambos 16,7%) e manutenção (11,1%).
Mercado mais sensível ao preço
O contexto económico marcou o comportamento dos consumidores em 2025. Mais de metade dos clientes (55,6%) revelou maior sensibilidade ao preço. Paralelamente, 33,3% demonstraram preferência por soluções chave-na-mão, evidenciando procura por custos controlados e simplificação de processos. A sustentabilidade também ganha alguma expressão: 11,1% das tendências observadas apontam para maior preocupação com processos de obra com materiais mais eficientes e sustentáveis.
Para Vasco Magalhães, Diretor Geral da MELOM e Querido Mudei a Casa Obras, “Os dados mostram um consumidor mais informado, exigente e racional. Há uma clara preocupação com controlo orçamental, mas também uma valorização crescente do conforto e da eficiência da habitação. O mercado não abrandou, tornou-se sim mais criterioso e estratégico. A preferência por soluções chave-na-mão demonstra que os clientes procuram cada vez mais segurança, transparência e acompanhamento profissional ao longo de todo o processo.”








