As diferenças são particularmente evidentes entre os grandes centros urbanos e os territórios do interior. No concelho de Lisboa, a área mediana dos imóveis transacionados neste segmento é de 40 m², correspondendo maioritariamente a apartamentos T1. No Porto, a área mediana é de 44 m². Já em Valença, no distrito de Viana do Castelo, a área mediana ascende a 190 m², sendo a moradia T3 a tipologia mais frequente.
A análise por distrito confirma, assim, disparidades. A área mediana dos imóveis transacionados varia entre 60 m² no distrito de Faro e 158 m² na Guarda; seguindo-se Bragança, com 142 m²; Vila Real, com 136 m²; Viseu, com 131 m²; e Castelo Branco, com 130 m². Nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal, os apartamentos dominam as transações deste segmento, representando entre 84% e 90% do total.
Região de Lisboa: localização condiciona a área e a tipologia
No concelho de Lisboa, a área mediana dos imóveis transacionados neste escalão de preço é de 40 m², sendo o T1 a tipologia mais frequente, com 51% das transações. Nos concelhos da Amadora e de Oeiras, a área mediana é de 54 m² e 53 m², respetivamente, mantendo-se o T1 como tipologia predominante.
Na margem Sul, o mesmo escalão de preço permite encontrar imóveis com áreas superiores e, em vários concelhos, apartamentos T2. No Seixal, a área mediana é de 66 m², enquanto no Barreiro e na Moita é de 65 m². Em Almada, chega aos 62 m². No Seixal, Barreiro e Moita, o T2 é a tipologia mais frequente.
No interior, mais área e moradias, e no Algarve predominam os T1
Em vários concelhos do interior, os imóveis transacionados neste segmento apresentam áreas superiores a 100 m², sendo frequentes as tipologias T3. É o caso de Anadia, no distrito de Aveiro, onde a área mediana é de 143 m², da Covilhã, com 134 m², e de Cabeceiras de Basto, no distrito de Braga, com 126 m².
Também o tipo de imóvel varia consoante a região. As moradias predominam nas transações deste segmento nos distritos da Guarda, onde representam 88% do total, de Beja, com 67%, de Évora, com 65%, e de Viseu, com 51%. Em sentido contrário, os apartamentos predominam nos distritos de Lisboa, Porto e Setúbal.
No Algarve, os apartamentos T1 assumem maior expressão neste segmento de preço. Em Albufeira, a área mediana é de 55 m², enquanto em Loulé e em Portimão é de 58 m². No conjunto do distrito de Faro, a área mediana é de 60 m², a mais baixa entre os distritos do continente.
Os dados ilustram as diferenças do mercado residencial português e a influência da localização na relação entre preço, área e tipologia. O mesmo escalão de preço corresponde a realidades distintas, desde apartamentos de menor dimensão nos grandes centros urbanos a imóveis mais amplos e moradias em vários concelhos do interior.
Segundo Manuel Alvarez, presidente da RE/MAX Portugal, “Por 200 mil euros, encontramos realidades muito distintas em Portugal, desde apartamentos de tipologia T1 nos grandes centros urbanos a imóveis de maior dimensão e moradias em vários concelhos do interior. Esta diversidade demonstra a importância de analisar o mercado imobiliário numa perspetiva nacional, tendo em conta as especificidades de cada região e as diferentes soluções habitacionais disponíveis.”
O responsável acrescenta que “O acesso à habitação continua a ser um desafio para muitas famílias, pelo que é importante conhecer as características dos imóveis transacionados em cada região. Para além do preço, fatores como a área, a tipologia e o tipo de imóvel assumem um papel determinante na decisão de compra.”
Referir que a análise considera as transações residenciais realizadas pela rede RE/MAX Portugal entre 1 de outubro de 2025 e 30 de setembro de 2026, com um valor final entre 180 mil e 220 mil euros, inclusive. Os dados refletem a atividade da rede e não a totalidade do mercado imobiliário nacional. A área apresentada corresponde à área útil mediana ou, quando esta não está disponível, à área construída.




