Segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE), as vendas de habitação diminuíram, no primeiro trimestre, 11,4% nos Açores e 25,6% na Madeira, face ao mesmo período de 2025. Em contraste, a RE/MAX registou apenas uma ligeira descida de 0,8% nas transações de venda de habitação, demonstrando uma maior resiliência da sua operação face à evolução global do mercado.
O desempenho da rede foi influenciado sobretudo pela redução das vendas de moradias nos dois arquipélagos. Em sentido contrário, a procura por apartamentos manteve uma trajetória positiva, contribuindo para atenuar o impacto da retração do mercado.
A evolução da atividade apresentou diferenças entre os dois territórios. Na Madeira, a RE/MAX registou um crescimento de 23,8% nas transações de habitação, impulsionado pelo aumento das vendas quer de apartamentos quer de moradias. Já nos Açores, a atividade continuou condicionada pela diminuição das transações de moradias e pela redução das vendas de apartamentos.
Apesar da menor dinâmica transacional, os mercados imobiliários das regiões autónomas mantiveram uma tendência de valorização dos preços da habitação. Nos Açores, o preço médio por metro quadrado passou de 1.527 euros, em dezembro de 2025, para 1.697 euros em junho de 2026. Na Madeira, o valor aumentou de 2.409 para 2.609 euros por metro quadrado no mesmo período, confirmando a valorização sustentada daquele mercado.
A Madeira reforçou igualmente a sua importância na atividade da RE/MAX nas regiões autónomas, representando já 44% do volume de negócios gerado pela rede nos dois arquipélagos, resultado de um crescimento de 31%, superior ao registado nos Açores.
A atividade da RE/MAX refletiu-se também na oferta disponível, com uma média de cerca de 130 novos imóveis angariados por mês e mais de 1.400 imóveis em carteira no final do semestre. Atualmente, a rede conta com 217 consultores distribuídos por 13 agências nos Açores e na Madeira, representando um crescimento de 3,3% da estrutura desde o início do ano.
No perfil dos clientes, a Madeira voltou a destacar-se pela diversidade internacional, com transações realizadas por clientes de 24 nacionalidades diferentes. Os portugueses representaram 70,2% da atividade, seguidos por clientes da República Checa, Alemanha, Estados Unidos, Reino Unido e Países Baixos. Nos Açores, os clientes nacionais representaram 89,7% das transações, sendo as nacionalidades estrangeiras mais representativas as dos norte-americanos, canadianos, russos, espanhóis e chineses.
Segundo Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal, “os resultados do primeiro semestre demonstram a capacidade da nossa rede para acompanhar compradores e vendedores mesmo num contexto de menor dinamismo do mercado. A proximidade aos clientes, o conhecimento das especificidades de cada região e a força da nossa rede continuam a fazer a diferença, permitindo-nos manter níveis de atividade muito sólidos e acompanhar o crescimento de mercados como a Madeira.”




