Castelo Branco, Guarda, Bragança e Portalegre continuam a destacar-se como os concelhos com os preços medianos por metro quadrado mais acessíveis do país, mantendo valores abaixo de 1.200€/m². A estes junta-se ainda Beja, com um valor mediano de 1.385€/m². Em conjunto, estes cinco concelhos apresentam preços inferiores a 66% da média nacional, atualmente fixada nos 2.151€/m².
A seguir surgem Vila Real, Viseu, Leiria e Santarém, todos com preços abaixo dos 80% da média nacional. Já Viana do Castelo, Braga, Coimbra, Ponta Delgada e Aveiro registam valores entre os 85% e os 95% do valor médio nacional. Évora apresenta precisamente o mesmo valor registado a nível nacional: 2.151€/m².
No extremo oposto do mercado continuam os principais centros urbanos e turísticos do país. Acima da média nacional encontram-se os concelhos-capital do Funchal (2.955€/m²), Faro (2.826€/m²) e Setúbal (2.635€/m²). Lisboa (4.621€/m²) e Porto (3.247€/m²) mantêm-se, contudo, como os mercados mais pressionados e com os preços por metro quadrado significativamente mais elevados.
Ainda assim, alguns concelhos limítrofes das duas maiores cidades portuguesas continuam a oferecer alternativas relativamente mais acessíveis. Na Área Metropolitana do Porto destacam-se Gondomar (2.036€/m²), Maia (2.226€/m²) e Vila Nova de Gaia (2.363€/m²). Já na região de Lisboa, os concelhos da margem sul do Tejo apresentam preços mais moderados, como Montijo (2.373€/m²), Moita (2.405€/m²) e Alcochete (2.602€/m²).
Por contraste, os concelhos limítrofes de Loures (3.032€/m²), Odivelas (3.077€/m²), Amadora (3.205€/m²) e Oeiras (3.915€/m²) continuam a registar valores elevados. Oeiras integra, aliás, o Top 3 dos concelhos mais caros do país, juntamente com Cascais (4.000€/m²) e Lisboa (4.621€/m²).
De acordo com a RE/MAX Portugal, este cenário reforça a tendência de descentralização da procura habitacional, impulsionada por fatores como a maior flexibilidade laboral, a busca por melhor qualidade de vida e a necessidade de encontrar soluções habitacionais financeiramente mais sustentáveis.
Com menos trânsito, maior proximidade à natureza e custos de serviços e de comércio local geralmente mais reduzidos, muitos concelhos com preços de habitação mais acessíveis têm vindo a atrair cada vez mais famílias, sobretudo no período pós-pandemia.
“Optar por concelhos mais acessíveis deixou de ser apenas uma decisão financeira. Para muitas famílias, representa hoje uma escolha estratégica entre custo, espaço e qualidade de vida”, sublinha Beatriz Rubio, CEO da RE/MAX Portugal.








